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Socorro

O lugar onde trabalho é rodeado por casas onde se criam animais de quintal. Pato, passarinho, porco e, é claro, galinha.
Todo dia depois do meio dia tem um galo que canta bem alto. Sempre me ocorre que seu canto é um pedido de socorro. Não é um "có-có-ri-có".... é um "só-cór-ró"! Toda vez que eu o ouço cantar meu coração se enche de dó. Tenho tanta dó que chego a imaginar a fisionomia do galo. Não é um canto desesperado...é um canto de um condenado. Sabe-se lá a quê foi condenado o pobre galo. Quem pode dizer o que lhe faz culpado. Ainda assim o galo sempre fazer questão de pedir socorro, ele só não pode é ficar calado.
Dia desses, enquanto almoçava, dei-me conta do silêncio.  Não havia mais pedido de socorro.

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Um pecador salvo pela graça de Deus, esposo de uma mulher cuja alma é semelhante a um carvalho, psicólogo apaixonado pela psicologia de Fiodor Dostoievski, Ingmar Bergman e Andrei Tarkovsky.